Por que gosto de andar de Trem(*)

Seguidamente circulo entre as estações; as vezes vou e volto de uma ponta a outra. Geralmente faço isso lendo alguma coisa, no modo tradicional ou eletrônico.

Curto o movimento, o balanço, os ruídos de ferros batendo, a energia circulando nos cabos de eletricidade, o cheiro de eletricidade se misturando com o cheiro dos perfumes.

Vejo as cidades passando pelas janelas, vejo as pessoas pensativas. Imagino o que estariam pensando, para onde estariam indo ou se estão apenas circulando por circular, como eu. As vezes, num devaneio maluco chego a pensar que muitas que vejo nem estão ali. Talvez almas perdidas ou entidades vivas, mas de outra dimensão paralela.

trem abismo tempo

O trem preso a estrada de ferro parece a vida, que une nosso nascimento ao nosso fim, ao nosso destino. E as coisas são mostradas enfaticamente, são nos jogadas em nossos olhos sem poder recusar. E não dá para mudar, a não ser que desçamos antes, em uma estação qualquer.

Talvez existam outros Universos Paralelos, unidos nesta estrada de ferro, com outras composições de trens indo e voltando. Não vemos as outras pessoas, não notamos os outros trens circulando mas quem sabe podemos apenas sentir seus perfumes, seus espíritos, suas presenças…

Por isso é tão bom viajar de trem!

(*) O texto se refere ao Metro de Superfície de Porto Alegre, conhecido por Trensurb.

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