Inteligência Artificial – Seria Uma Utopia?

iaMuito tem se falado em I.A., tanto na mídia popularesca como em centros acadêmicos. Mas, o que temos de real na tal “Inteligência Artificial”? Será que ela já existe? Será possível cria-la ainda neste século? Quais os riscos e benefícios para a raça humana?

Antes de mais nada é bom conceituar, ou tentar conceituar o que é Inteligência. Ela tem sido interpretada ao longo da história de muitas formas diferentes tal como em termos da capacidade de alguém/algo para a lógica, abstração, memorização, compreensão, autoconhecimento, comunicação, aprendizado, controle emocional, planejamento e resolução de problemas. Possivelmente é isso tudo e mais alguma coisa que ainda não conseguimos quantificar. Para muitos, seria uma espécie de alma, espirito, energia que até os animais teriam em menor grau (aparentemente).

Então a resposta para a primeira pergunta é simples: Não, ainda não temos nada, nem próximo da inteligência humana. Apesar de muitos aparelhos tanto mecânicos como eletrônicos possuírem alguns dos itens citados até com maior poder de processamento (como Memória e Cálculos), são rudimentares ou inexistente ao quesito Abstração e Autoconhecimento.

Quanto a segunda questão, se um dia criaremos algo muito próximo, idêntico ou superior ao que conhecemos como I.A. a resposta é, Sim, é possível. Não que isso vá ocorrer em uma ou duas décadas, mas na certa em centenas de anos. É bem provável que façamos, primeiramente com a atual arquitetura computacional que temos, Sistemas Inteligentes (I.S.), Robots e Droids (tanto Androides como Genóides – foto acima), antes do final da metade do século. Quanto à “coisas” que ainda sequer temos nomes (poderia usar Replicante  – foto abaixo), com inteligência igual à nossa, com certeza não seriam eletrônicos e sim biológicos. Criaturas vivas com cérebro desenvolvido em laboratório com uma I.A. criada pelos humanos. Estes seres seriam como escravos o que abre infindáveis e louváveis discussões a respeito. Aqui que começa o perigo, tanto para estes seres como para a própria humanidade. Até que ponto eles seriam inteligentes? Teriam alguma espécie de alma, auto compreensão de si mesmos? Seria moralmente correto tê-los como escravos? Poderiam ser um perigo para nós?

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A resposta para a segunda questão gera a terceira e última pergunta: Quais os riscos para nós simples humanos quando criarmos algo realmente inteligente? No momento em que criarmos alguma inteligência como a nossa, perderíamos o controle de seus atos e pensamentos e assim, não seriam mais uteis para a sociedade como uma máquina programável. Os riscos seriam idênticos ao que temos hoje com criminosos e políticos em geral, pois muitos deles poderiam se passar por humanos e entrar na carreira política, criando leis para defende-los ou leis que de alguma forma os fizessem vencer na sociedade sem nos darmos conta. Claro, por isso teria um rígido controle para não serem idênticos ao humanos e permaneceriam em ambientes rigidamente controlados.

Poderíamos ainda supor que, seres humanos do futuro próximo, lá pelo ano 2300 criariam estes “animais inteligentes” e os tratariam como hoje tratamos os cavalos, vacas e outros animais domésticos, apenas para trabalho pesado e perigosos que não queremos fazer. Estes pobres seres poderiam ser enviados para colonizar planetas como Marte, pois seus organismos construídos e alterados geneticamente suportariam viver em condições totalmente mortais para nós, seres humanos.

Avançando no tempo mais ainda, digamos 500 anos, é possível criar um S.I.A. – Super Inteligência Artificial – de maneira onipresente, não como na nuvem como muito se fala hoje, mas na Névoa. A Névoa seria um ambiente que impregnaria todo o planeta e, como o Demônio de Laplace, saberia tudo sobre cada cidadão. Aparentemente seria para o bem da humanidade, uma espécie de Deus Artificial que cuidaria harmoniosamente bem de todos os seres humanos, da concepção à morte.

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O perigo novamente surge porque não teríamos como saber o que este deus estaria pensando e ficaríamos totalmente a sua mercê. A parte boa é que não trabalharíamos mais, pois cada ser humano teria um correspondente Droid ou Replicante para isso. Teríamos todo o nosso tempo e vida para estudarmos e criamos coisas que gostamos. Finalmente o homem começaria a viver para viver.

Imagine acordar e ter o café pronto com dezenas de frutas frescas, pães de todos os tipos, leite, mel, geleias e muito mais! Imagine acordar e fazer suas caminhadas matinais com amigos, com um Droid a seu lado caso se canse de caminhar. Imagine voltar para casa em esteiras automáticas ou carros inteligentes para almoçar qualquer tipo de refeição farta! Pense que você poderia viajar para qualquer parte do seu pais ou do mundo tanto por terra, ar ou agua sem ter que desembolsar nenhum tostão. Hoje você toma café no Brasil, amanhã almoça em Paris! Imagine fechar os olhos e sair de sua casa para dançar, passear e ter aquela mulher (ou homem), que sempre sonhou de forma virtual mas a nível cerebral, como o mais verdadeiro e maravilhoso sonho, só que acordado!

Quando finalmente criarmos esta S.I.A. (e acredito que tudo se encaminha para isso), que comandará nossas vidas, poderemos até mesmo deixar de criar maquinas e passar para elas este trabalho. Mas será que viveríamos tranquilos deixando nossas vidas nas mãos de uma máquina que sequer sabemos o que está pensando e/ou planejando?

original

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